Como atrair mais investidores de varejo para a indústria de fundos?
Episódio do Vai Fundo discute como regulador, distribuidores de produtos de investimentos e finfluencers podem contribuirO novo episódio do Vai Fundo está no ar e aborda a importância de atrair mais investidores de varejo para a indústria de fundos de investimento. Com uma bancada 100% feminina, o podcast destaca a importância de uma distribuição focada no cliente, a evolução das regras de transparência e proteção ao investidor e o papel dos influenciadores de finanças na democratização dos investimentos e educação financeira.
Para falar sobre esses assuntos, Soraia Barros, gerente executiva da ANBIMA, conversou com Luciana Seabra, fundadora da Indê Investimentos e influenciadora no Instagram, Luciane Effting, head de distribuição de investimentos do Santander, e Nathalie Vidual, superintendente de proteção e orientação a investidores da CVM.
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Um dos desafios para o aumento de investidores de varejo na indústria de fundos é o alto índice de endividamento dos brasileiros. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio, em agosto, 78% das famílias estavam endividadas, acima dos 77,4% de agosto de 2023 e não muito abaixo do recorde de 79,3%, de setembro de 2022.
“Isso naturalmente cria uma barreira relevante para o acesso dessas pessoas ao mercado de capitais como um todo, porque, em tese, a jornada de investimento começa quando a pessoa tem recursos disponíveis para poupar”, observa Nathalie.
Esse cenário reforça a importância do letramento financeiro. Na visão de Nathalie, esse tipo de iniciativa deve envolver todos os participantes do mercado e ir além da matemática e finanças, para ajudar as pessoas, de fato, a desenvolverem comportamentos e atitudes inteligentes em relação ao dinheiro.
E é nesse ponto que os influenciadores de finanças têm um papel relevante, ao simplificar termos técnicos e democratizar o acesso à informação. Luciana Seabra reflete sobre a evolução do papel desses profissionais e frisa a importância de adaptar a comunicação sobre finanças para torná-la mais atraente ao público. “É muito legal ter 450 mil seguidores aprendendo sobre educação financeira e eu entendi que ficar falando puramente de finanças cansa as pessoas. Então, a gente tem que abordar sonhos e objetivos, mostrando como os investimentos podem viabilizá-los”, explica.
Do ponto de vista da distribuição, Luciane Effting destaca as evoluções no setor, como as melhorias no suitability, avanços na marcação a mercado e, mais recentemente, as novas regras de transparência na intermediação de produtos de investimento, que exigirão que os distribuidores deixem claro seus ganhos. “À medida que a gente traz consciência para o investidor, é possível ajudá-lo a tomar decisões mais inteligentes", afirma.
O episódio também aborda a importância de regras que deem transparência ao investidor sobre as relações entre distribuidores e influenciadores e a importância do acesso a esse tipo de informação para que tomem decisões conscientes. Tanto a CVM como a ANBIMA monitoram a atuação desses profissionais e buscam garantir que os investidores estejam sempre informados sobre potenciais conflitos de interesse.
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